sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Rebelde Filosófico - (55th's Sessions)

Arte: J | Coletivo
Filosofia in loco: eles passam

Vã Filosofia


Na vida tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador. 

[pausa dramática para deglutir a piada]

~sonzinho de virada de bateria *ba dum tiss* sacramentando~

Provavelmente você já deve ter lido. Ou mesmo, ouvido isso em alguma roda de amigos, num churrasco com a família, numa conversa paralela ou mesmo de um motorista ou cobrador (ou trocador, wherever); sempre há um comediante que se arrisca.

Era Um Garoto (V) - Qual é mesmo a minha cor?

A viagem de não ser nêgo, por não praticar as ideologias certas


Nunca senti o racismo. Não do jeito que alguns promulgam sentir, sabe? E antes que enlouqueçam, não falo de modo abrangente (em relação à sociedade), falo de mim. Sentir na minha pele. 
Vivo dizendo que esqueço a cor que possuo e é verdade. “Como pode?” Ué! É simples: é só não ser uma prioridade – aí você nem pensa. Às vezes tou na frente do espelho curtindo o que vejo e percebo minha cor (achando-a bem bonita e temperada). É o de menos. Ao menos, pra mim.
 
Mas daí vem os revezes. Por quê? Ah, sei lá! Parece que 1) as pessoas não se conformam se você não se encaixa num rótulo; 2) parece que elas (as pessoas) se incomodam pelo fato de você não ter se fodido sido agredido por uma coisa que muitos dos seus “iguais” afirmam que acontece com eles; 3) os seus “iguais” ativistas te agridem por você não ter uma consciência étnica “obrigatória” e por ter sua cultura assassinada por aquela vendida por países de origem europeia e nosso rico primo norteamericano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Viajante Cansado - (55th's Sessions)

"Flutuando" no Limbo Intelectual
Cansaço


É meio complicado quando entramos no Limbo Intelectual. O problema é um só: esse plano de existência é denso e deboísta demais. É um vazio em slow motion. A vontade é envolta numa consistência idêntica à água do mar naquela ressaca das primeiras horas da manhã – puxando de mansinho para o fundo –. 
Dá vontade de ficar? Dá. Lógico. Deixar-se boiar nessa correnteza e não ver, não ouvir, não sentir, não estar, não ser, não pensar (Bem... Quase nada, visto que é impossível parar de pensar). Esperança de que todo o fluxo saia e se renove antes de retornar. Esvaziando o corpo de toda aquela coisa que parece travar as engrenagens. Embeber-se até a alma dessa densidade pacífica.

Ou simplesmente desaparecer.

Parece bom negócio.