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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (17) - A Presa

Mais Que Uma Palavra

Presa
P r e s a
Preas
Pares

Se par
ar
pes

P e s a r
Raspe

R a p e s
P e a r s
S p e a r

Serpa
P ers a

Com alma envolvida, nem
mesmo a palavra
permanece
confinada

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Lugar Comum


Mentiu aos meu olhos de Machado
Prometeu nunca apagar as chamas
Os castanhos mais que o sol valorizados
Serei teu só de ouvir que inda me amas

Perdoavas sem pensar na tua sina
Pintou lindo céu dos meus cabelos
Ser menina em mulher me desafina
Me apanho sendo o mar sem teu veleiro

Quando pensei que amor não mais havia
Tu me domavas; teu calor me renovava
Me julguei ser tua caça todavia

Aquela fome sem cessar de ser o um
Presa fujo a procurar nova cadeia
E teu nome a me tornar lugar comum


#PHpoemaday

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 3) - O Espelho

Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
O Espelho 




Meu mundo é o contrário do seu.
E eu te sigo. Não sei o motivo. Apenas persigo.
Meu universo paralelo só faz sentido 
Se teu olhar, mesmo de relance, encontrar o meu. 


E se finges não me ver, pratico o mesmo ardil.

Mimetizo cada gesto, aprisionado à tua aparição.
Simulo, mas não sinto: dor, calor, amor, frio.

Me registras em fotografias e como um servo o teu riso plagio.

Anseio por águas calmas, vitrines, telas escuras, metais polidos.
Me usas como referência, conferência, preferência.
Devaneio imaginando-me sem ti e o cenário é vazio. 

Não sou tu e tu não és quem sou.
Refletido nos teus olhos penso talvez na libertação.
Logo o limite do espelho acaba e percebo que o sonho cessou.





#PHpoemaday