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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Era Um Garoto (XIV) - O dia em que eu morri

“Nossa atitude insincera perante à morte torna a vida insípida e vazia” .

(FREUD, Sigmund)


“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na 
nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela”
(PESSOA, Fernando)





O dia em que eu morri


Há poucos dias - diria: há pouco tempo - eu morri. Calma! Eu não morri de verdade, verdadeira! Morri só um pouquinho. Coisa de poucos segundos. Meu coração não podia me representar tão bem se não se rebelasse contra mim. 

O que já não é novidade na minha história. É a terceira vez que o acontece, mas foi a primeira vez que me ocorreu extremamente sozinho (e depois de ter esquecido completamente disso).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Bad blocks: porque não caçar bons sentimentos em locais bad feelings

A partir de um certo ponto, não há retorno. Este é
o ponto que é preciso alcançar
.
(KAFKA, Franz)

 

Bad blocks


Viver é acumular experiências e por diversas vezes elas não são apenas boas. Grandes momentos podem ser recheados de bad vibes. Ah, mas o inverso também procede: Bad vibes podem ser recheadas de grandes momentos.

O que marca, guardamos na memória. E há um perigo de que se torne um bad block. E aqui vai uma explicaçãozinha (quase desnecessária) nerd e me desculpe por começar dessa forma

Um bad block é o que acontece com o HD (disco rígido) do seu PC quando há um setor defeituoso, que pode ter uma causa física (hardware) ou por conta de uma programação (software).

Você sabe que o HD, explicando de modo bem grosseiro, serve para gravar programas, documentos, fotografias, vídeos e etc. Mas, antes que isso pareça um tutorial tech sobre hardware e software vamos ao foco do tema:

Bad blocks, em nossas vidas, são pedaços do nosso contexto histórico, que por algum motivo foram danificados. Geralmente por super bad vibes, ou seja, experiências bem ruins, mesmo com pessoas ou coisas que deveriam ser boas.

Planos que não deram certo, pequenas e grandes tristezas, aqueles momentos que feriram as expectativas, os erros, fracassos... 

O emprego perdido, dívidas, fim de relacionamento, aquela pessoa que você amava loucamente e hoje finge que não te conhece, incompreensão, pequenas injustiças and going down, down, down...

Bad block
 

domingo, 12 de março de 2017

Minha mãe morreu pra mim

"Para fazer esquecer as nossas faltas aos olhos do mundo são precisas torrentes de 
sangue; mas, junto de Deus, basta uma lágrima" (CHATEAUBRIAND , François)


Minha mãe morreu pra mim


Quantas oportunidades que descontrolam seu autocontrole te fazem pensar na vida? Consegues contabilizar? Eu não consigo parar de me emocionar. O choro vem, sem nem ao menos eu o refrear.

Olho para o teto. Lembro de anedotas. Abro a boca convulsivamente, mas as lágrimas vem... E escorrem de maneira tal que não me deixam preparado para o porvir. Muito menos para o que há. Penso: "será que estamos prontos para a vida"? a cada gota acachoeirada deslizando pelas maçãs do rosto.

Minha mãe morreu pra mim. 


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (16) - A Beleza

Vitae


Fora um golpe perfeito. Lindo, limpo e sem precedentes. Atingiu-o em cheio no peito e inundou seu estômago de uma ânsia profunda.

Força alguma seria capaz de arremessa-lo num canto como agora. Calafrios elétricos percorrem cada centímetro de sua epiderme. Cada poro desesperando ser lavado e os suores atendendo ao pedido. Sua cerne invadida de uma fraqueza indescritível já abandona as esperanças.

Lágrimas vertem ao perceber que tudo está por um fio – aquele fio que o trespassara –. Tão novo, ainda tão garoto, retumbava a voz dos antigos: a batalha não permite pequenas falhas. Falhara. As pernas já sem resistência, derramadas sobre o chão frio de cimento temperado. Reputação entrecortada por soluços. Respiração ameaçada por vultos.

Então, no embaralhado do profundo oceano dos seus olhos, as primeiras gotas chovem de seu corpo. As mãos ainda grudadas ao colo, observa incrédulo: jorra vida do seu seio. Fascinado, percebe aquela cor tão única, sua, particular. Ambas as palmas lavadas de si mesmo; sente um prazer perpétuo. Não sabe mais se é, respira ou se existe. Sente que não é mais único; é o todo e a enchente que flui de seu ferimento – antes de morte – como queda d'água, colore o mundo com suas cores quentes. O aroma, não mais férreo, enche seus pulmões de ternura. A lâmina cravada no seu ser é absorvida. Se deixa arrastar pela correnteza que seu âmago formara.

Encontra o cais em meio ao mar de sua criação. Aporta, com a glória dum guerreiro que pela primeira vez sente a vitória em seu nome.
Num epitáfio para nova vida ele escreve, insone:

Aqui jaz um menino, pois não há beleza maior que meu próprio sangue.


#PHPoemaday

domingo, 6 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (06) - O Dó Maior

aCorde

Acorde
Extrapole o si
E ele vem


Não queira
voltar pra lá
Não queira


Ser só é besteira
Seja maior
Acorde


#PHPoemaday

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Era Um Garoto (II) - 05 Anos Depois

05:50 


Foi a hora em que realmente despertei hoje (um palíndromo perfeito).

Pensei “Oi, Deus! Obrigado por mais um dia!”.

Ao sentar na cama e olhar o celular (05:55) eu tive que olhar para cima novamente; lembrei: “Hey, Cara! Nem lembrava: Obrigado por mais um ano!”.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Vinte e Poucos Anos (XLV) - Vôo da Libertação

Era UM GAROTO...

Que queria voar. 

Ele queria voar... E está conseguindo!
Thank God!

E ironicamente passou a vida inteira morrendo de medo de aviões. Quando eu era criança, acreditava que o meu lençol tinha o poder de me deixar invisível ou invencível – tipo a capa do Harry Potter com um Overpower, sacam? – e sempre que eu ficava no cagote total apavorado, me cobria dos pés à cabeça e respirava o mais suave e devagar possível.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinte e Poucos Anos (XXX) - Quase Trinta

Hey, HEY... 
Calma ai! 


Tem muito pra falar e pensar antes de atropelar tudo! 

A última coisa que se espera no dia que faz honras a nossa existência é algo que nos deixe mal. Então, tentarei fazer o mais difícil: "roteirizar" o caos dos pensamentos!

Pra começar: Gratidão.

"Conforma com as coisas que tu tens, menino!"

Uma das célebres frases de mãe que, lógico, a minha repetiu várias vezes!
Lógico que pensei outras diversas vezes que minha mãe era totalmente contraditória quando me mandava ter ambição... Cara, eu era um adolescente que de tão "inteligente" me tornava estúpido e não conseguia compreender o significado do que ela me falava na primeira frase. Era simples: "Seja grato".

E como é difícil ser grato num mundo que faz de tudo pra te arrastar pra baixo. 
Parece que esta tudo contra seu progresso, são cobranças quase impossíveis, parece que vão te esmagar.

Mas, parando e pensando... Como podemos ser fatalistas, não é?! 
Sucesso vem o tempo inteiro! Que mania de nos apegarmos apenas ao que machuca... 
Lógico que viver é batalhar intensamente...
Mas ser grato é me dar a oportunidade de reconhecer que sou bom, leal e capaz; É perceber que tenho um (bom) emprego, (boa) faculdade e (boa) família. Que gozo de saúde, vontade e, principalmente, de pessoas que me amam! 
Muito diferente de se tornar um conformado... Ou "conformista" como eu "intelectualmente" me referia à palavra.
Ser grato é também se permitir ser feliz.
É ver, além de tudo, que o valor que se deve dar é às coisas que te abrem um sorriso sincero.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vinte e Poucos Anos (XXV)


Apenas um CARA...

Já falei isso diversas vezes. Na intensa procura de me fazer feliz nesse pandemonium. Falando sobre felicidade: não existe isso de felicidade constante. Não que não a almejemos – a gente quer. Mas essa coisa (entre tantas outras) pra ser boa tem que haver luta e suor pra ter ela no fim de tudo. Como se a merecêssemos... Senão o resultado é sem sal.