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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Era Um Garoto (XIII) - Afastamento

"Era uma despedida de ti, intencionalmente prolongada, com a peculiaridade 
que ela, apesar de imposta por ti, corria na direção que eu determinava"
(KAFKA, Franz. Carta ao Pai)


Afasto



"É uma característica do signo", me disseram. Ué! Tem uma galera que acredita na máxima que inventei agora "geminianos são brisa e tornado quando dá na telha". Prefiro, particularmente, a ideia da autonomia e maturidade emocional. Que, convenhamos, tá longe de ser plena a senhora maturidade. Mas, inevitavelmente uma hora rola um certo afastamento.

De repente a pessoa some. Não liga, não manda mensagens, não whatsappeia... Quando adolescente essa característica era descrita com um adjetivo: antissocial. Mas, contraditoriamente, a sociabilidade tão natural contrasta com essa, digamos, peculiaridade.

Ter a duplabilidade (neologismo?) de saber aproveitar a solidão e aproveitar momentos na companhia de alguém, viver surfando nessa quase-dicotomia, não é tão difícil quanto parece. Ao menos pra mim. Difícil é explicar o porquê. Mas, não custa tentar. Afinal, talvez responda os afastamentos alheios, também. Geralmente ocorrem por dois motivos: de forma indireta e/ou direta.


Afastamento

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Esperança: a arte de massacrar a alma

Da caixa de Pandora, na qual fervilhavam os males da humanidade, os gregos 
fizeram sair a esperança em último lugar, por considerá-la mais terrível de 
todos. Não conheço símbolo algum mais emocionante do que este. 
(CAMUS, Albert)

Esperança


Esperança: a arte de massacrar a alma


Era noite. Caminhávamos discorrendo filosofia pós-adolescente e coisas sobre filmes, jogos, RPG, mulheres e coisas assim. À época, ainda formava meu conceito sobre a existência do ser e sua relação com o mundo, mas eu era narrador e aspirante a escritor e isso significa que já havia configurado diversos universos em minha mente. Todos eles, lógico, baseados no existente. E aos poucos fui percebendo que esperança é uma dicotomia em si.

No caminho, enquanto divagávamos, encontramos um filhote que hoje a memória falha em relação à espécie (se gato ou cachorro). Meu bom amigo, um apaixonado pelas coisas da natureza, sempre avesso aos sofrimentos que as criaturas que não têm nosso raciocínio para se defender, logo se viu tocado.

Estava subnutrido, cheio de pequenas feridinhas, com os grandes e enérgicos olhos prescrutando qualquer movimento. Apesar da raça não me vir à mente com clareza, a expressão e as condições são inesquecíveis. Doía no peito de ver, sim.

Então, quase que instantaneamente, cheio de ternura e pena, o meu brother se dirigiu com afeto para acarinhar o pequeno animal. Eram sinceras as suas intenções. Eram as melhores possíveis. Ele estava realmente pesaroso por um filhote estar naquelas condições e éramos sempre impulsivos, meio inconsequentes, as emoções falavam mais alto sempre.

Mas, de repente, uma iluminação me fez gritar:

"NÃO!"

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Crônicas de Jack (II) - More Than a Pet

"Quando um louco parece completamente lúcido é o momento de colocar-lhe a camisa de força." (POE, Edgar Allan) 


Jack 

the human being

Voltar pra casa é diferente quando se tem a presença de um pet, porque é o mesmo que possuir um membro da família em casa ou até um roommate. Só que um gato é um gato. Então, o que ele faz quando eu chego? Fica lá deitado na sua cama, você deve imaginar. 
Eu diria, sim, mas não é o caso. Se um dia eu chegar e antes de destravar o cadeado do portão o Jack não aparecer subindo escada acima já é motivo para preocupação.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Crônicas de Jack (I) - Jack Origins

"Somos as palavras que trocamos, os  enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer."
(FREUD, Sigismund Schlomo)


Jack 

will be his name


É uma narrativa com atraso, delay de quase 4 anos. Essa é aproximadamente a idade do Jack. Não tenho certeza da data de seu nascimento, porque ele já me veio espertinho, com os olhos abertos e desmamado. Mas, antes do famigerado meow ele ainda fazia miw.

A incorporação da preguiça e da folga

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vinte e Poucos Anos (XXV)


Apenas um CARA...

Já falei isso diversas vezes. Na intensa procura de me fazer feliz nesse pandemonium. Falando sobre felicidade: não existe isso de felicidade constante. Não que não a almejemos – a gente quer. Mas essa coisa (entre tantas outras) pra ser boa tem que haver luta e suor pra ter ela no fim de tudo. Como se a merecêssemos... Senão o resultado é sem sal.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Vinte e Poucos Anos (XXIV)

Johnny Be Good NO MORE...         Johnny Be Good No More (2012).mp3



O melhor é como surgem. Depois de uma decepção fodástica desilusão amorosa, com o recheio de raiva e dor insatisfação... Seja nos 12 de Agostos, nos Johnny Be Good No Mores, nos Quero Você Pra Mims, nos Verso Contam Mais Histórias, os Depois Que Amanheceus... Seja em tantas outras... É quando o coração aperta de modo "Agora Aguenta Coração" ao som de José Augusto que saem as composições mais inspiradas das nossas vidas.


Uma cançãozinha sem vergonha com um inglênszinho brasileirês fajuto aprendido em joguinhos de Playstation... Assim que eu poderia definir essa música.

sábado, 9 de julho de 2011

Vinte e Poucos Anos (XVIII)

IndenTIDADE...




Já chegou ao limite de quase romper com a realidade e escolher ficar?
De você realmente não saber do porquê estar aqui nesse mundinho tão absurdo?


Antes da precipitação há a racionalidade. Quando começamos a tentar entender o porquê dos “pra quês” e chegamos às benditas pergunta: “Quem somos, na verdade, além do nosso nome?” e “Qual a nossa importância nessa máquina maluca chamada mundo”.


Quem já passou pela puberdade já se fez essas perguntas no mínimo uma vez.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vinte e Poucos Anos (XIII)

Um DIA DE SILÊNCIO...


Acontece à força... 
A voz me foge.
Depois de um estupor enraivecido ela se vai... 
Aos poucos.
Deixando-me de leve... 
De um modo que eu nem perceba bem.
Às vezes ainda dando som às minhas músicas... 
Às minhas poesias.


Tornando-se etérea... Efêmera.