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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Crônicas do Frio (26) - O Cárcere

O Cárcere (Orgulho)


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O meu nome é tudo.
Sem o nome, nada.
O meu dinheiro é tudo.
Sem o dinheiro, nada.
A minha aparência é tudo.
Sem aparência, nada.
O meu carro é tudo.
Sem o carro, nada.
A minha casa é tudo.
Sem a casa, nada.
O meu sucesso é tudo.
Sem o sucesso, nada.
A minha gentileza é tudo.
Sem a gentileza, nada.
A minha etiqueta é tudo.
Sem a etiqueta, nada.
O meu conhecimento é tudo.
Sem o conhecimento, nada.
O meu respeito é tudo.
Sem o respeito, nada.
O meu "em um relacionamento sério" é tudo.
Sem o "em um relacionamento sério", nada.
A minha virilidade é tudo.
Sem a virilidade, nada.
A minha palavra é tudo.
Sem a palavra, nada.
A minha compreensão é tudo.
Sem a compreensão, nada.
O meu status é tudo.
Sem o status, nada.
O meu nome é tudo. 

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#PHpoemaday

domingo, 30 de novembro de 2014

Percebo (II) - Insatisfação Pessoal e Imagem Social

É impossível satisfazer as pessoas - a não ser que elas queiram ser satisfeitas

Em novembro de 2013, li Kafka e inferi o quanto hipervalorizamos a opinião de terceiros - tornamos o simples complexo demais para satisfazermos uma necessidade nossa de sermos únicos e sublimes aos olhos alheios

Nosso ceticismo quanto aos bons predicados que nos imputam nos tornam escravos do Status Quo eterno. Sem pensarmos num conceito transformador da forma natural como a vida deveria ser. Em eterno movimento.
Percebi ao ir à loja Imaginarium próximo ao dia 15 do penúltimo mês do ano passado que dizer: "passo sempre aqui e olho pra ver se tem algo que me arrebata." intimidava qualquer vendedor. Soube que sim desde a primeira vez que utilizei este método, mas não entendia o porquê. Então li "Primeira Dor", "Um Artista da Fome" e "Josefine - A Cantora (ou O Povo dos Ratos)" e entendi:

Não é possível satisfazer as pessoas. É impossível... A não ser que elas queiram ser satisfeitas.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Percebo (I) - Mobilidade Zero

Na hora do Rush nem a montanha vai ao maomé

Horário de pico, chuva e rodovias sucateadas? Não, não... A pergunta é: Será que há realmente algum projeto de mobilidade urbana que possa nos salvar de nosso consumismo emergente?


Trabalhar com informação tem suas vantagens (conhecimento é achar que tem poder). Afinal, sair de casa atrasado (1 hora e meia) para o estágio e ter a convicção de que vou levar o mesmo tempo que estou atrasado pra chegar à empresa não seria a mesma coisa se eu não tivesse uma fonte de distração: a informação. Sei (por método empírico-intuicionista) o número de carros que circulam nas principais vias. Vamos admitir: número exato mesmo eu não sei; mas tenho certeza que mais dia menos dia haverá mais quilômetros de automóveis do que estradas disponíveis no Brasil. Na famosa rush hour (hora do rush [pra enfatizar que eu sei falar inglês!]) todos os acessos aos centros das cidades ficam travados. Porém, sendo mais específico, vou me ater à região metropolitana do Recife (e o próprio dito cujo Centro do Recife) pra reiterar que dificilmente qualquer projeto de mobilidade urbana solucionaria esse problema. Na verdade, acredito que em pouquíssimos anos, quando deixar de ser projeto é claro, seria obliterado - ou sendo menos exagerado: ficará obsoleto. É óbvio que com a Copa do Mundo de 2014 batendo à porta alguma coisa que visasse uma revolução na estrutura física do Estado e permitisse acessibilidade, facilitando o famoso direito de ir e vir é de muito bom tom. Mas havemos de convir: é um sonho utópico (olha aí: já me especializando nas redundâncias). Nem as obras do corredor Norte-Sul, Leste-Oeste, da BR-101 (um dos meu desesperos), Via Mangue, alargamentos, duplicações e inclusões; nem os quase 1 Bilhão de Reais a serem investidos... nada disso é páreo para a praga do consumo exacerbado da nova Classe C e seu total desapego ao público.