sábado, 6 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 6) - O Molho de Chaves

O MOLHO de Chaves
(perdidas)




Ele perde tão fácil.
Sempre tão "avoado".
Vive na rua.
- "Ta com a cabeça no mundo da lua, menino?"
Não lembra onde guarda nada.

Se livra dos objetos.
Prefere as sensações que as coisas.
Corre na rua.
- "Cadê as chaves de casa, menino?"
Frio na barriga, à procura, dispara em debandada.

A brincadeira logo se transforma em desespero.
"Cadê? Cadê? Cadê?" E os olhos lavados.
Esquece da rua.
- "Não acredito! Perdeu outra vez, menino?"
Esvai-se em lágrimas em frente a porta trancada.

Ainda perde coisas tão fácil.
Ainda sonha acordado.
Ainda passa mais tempo na rua.
- "Porque nesse colar tem chaves, menino?".
Ri-se ao lembrar de si menino e da mãe bem zangada.



#PHpoemaday


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 5) - O Lá Menor

O Lá Menor


EU SEI, só não queria ser óbvio, mas não resisto ao acorde.
Acho tão sugestivo o nome que solicita o despertar.
Prazer que dá ao fazer o caos nas cordas reverberar.
Acordam sentidos, alma e o som causa arrepio.

AINDA É CEDO e tento até ser sóbrio, mas pensar em lá menor dissolve.
Mesmo sendo seletivo ao dedilhar ou arpejar.
Derreter o relógio e se perder nas horas quando o violão ressoar.
Desnudam vozes, tons e o frisson continua vadio.

AONDE QUER QUE EU VÁ, relembro o tom de sorte.
Que ate versos ganha em homenagem.
Insisto no toque, tentando não destoar.
Provoco a ordem, encho o espírito com as canções que toco em dias de frio.



#PHpoemaday

Era Um Garoto (II) - 05 Anos Depois

05:50 


Foi a hora em que realmente despertei hoje (um palíndromo perfeito).

Pensei “Oi, Deus! Obrigado por mais um dia!”.

Ao sentar na cama e olhar o celular (05:55) eu tive que olhar para cima novamente; lembrei: “Hey, Cara! Nem lembrava: Obrigado por mais um ano!”.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Vinte e Poucos An... Anh? (...) Era Um Garoto (I) - Mother: I Love You


Espero QUE...





... Você tenha APROVEITADO AO MÁXIMO.,

P.S: Mãe, eu a amo!
P.PS: Esse é "meu presente de aniversário" pra ti.

Crônicas do Frio (Dia 4) - O Silêncio

O Silêncio

Pára tudo, cessa tudo, o vazio, o vazio, sem um som, um só som e à mente um desafio:

(...)

Todo silêncio precisa ser preenchido.

Só no mundo, só com todos, só no quarto, tão sozinho, tão sozinho, fone ao ouvido e à rádio um desafio:

(...)

Todo silêncio precisa ser preenchido.

Míngua diálogo, sem assunto, olhar que foge, olhos que buscam, respiração forte, respiração densa, lábios secam e ao desejo um desafio:

(...)

Todo silêncio precisa ser preenchido.


#PHpoemaday

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 3) - O Espelho

Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
O Espelho 




Meu mundo é o contrário do seu.
E eu te sigo. Não sei o motivo. Apenas persigo.
Meu universo paralelo só faz sentido 
Se teu olhar, mesmo de relance, encontrar o meu. 


E se finges não me ver, pratico o mesmo ardil.

Mimetizo cada gesto, aprisionado à tua aparição.
Simulo, mas não sinto: dor, calor, amor, frio.

Me registras em fotografias e como um servo o teu riso plagio.

Anseio por águas calmas, vitrines, telas escuras, metais polidos.
Me usas como referência, conferência, preferência.
Devaneio imaginando-me sem ti e o cenário é vazio. 

Não sou tu e tu não és quem sou.
Refletido nos teus olhos penso talvez na libertação.
Logo o limite do espelho acaba e percebo que o sonho cessou.





#PHpoemaday

Crônicas do Frio (Dia 3) - O Labirinto

O Labirinto

Sente a falta de ar
Vem a claustrofobia
A dependência e a prisão
Unidas em um só espaço
Desvia a atenção
Finge que não sabia

Pensa: “como fazer para não me perder?”
Distrai e corre atrás 
Daquilo que satisfaz 
Mas é momento 
É como a vida: passageiro
Dobra a esquina esperando
O para todo o sempre 
O que dure o tempo inteiro

Constata: “ando em ciclos de círculos”

Esbarra na mesma parede
Nos mesmos corredores
No mesmo chão
Nesse perfume: o embaraço
Nesses olhos: a abdução
Nesse abraço: se enlaça na rede
Suspira comovido:

“mais uma vez perdido em ti;
Nesse labirinto sem solução.”



#PHpoemaday

terça-feira, 2 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 2) – O Céu de Hoje



Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
O CÉU de Hoje


Frio...

E que de cinza fosse branco. Neve era o que eu queria.

Vento. E que de brisa fosse ventania. Tornado era o que eu queria.

Garoa. E que de pingos fossem chuva. Tempestade era o que eu queria.

Umidade. E que de promessa fosse névoa. Cerração era o que eu queria.


Mas amo...


Cada cinza de vento,
Cada névoa de umidade,
Cada promessa de garoa,
Cada pingo de frio.



#PHpoemaday

Crônicas do Frio (Dia 2) - A Menina Marina

A Menina Marina



Não conheço nenhuma menina Marina.

Conheço marina.
Conheço menina.

Se Marina eu conhecesse queria que fosse marina.

E que me sorrir fizesse com o caís do seu coração na sua inocência divina.





#‎PHpoemaday‬

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 1) - Biografia

BIOGRAFIA - Ensaio (Caligrafia)


Minha caligrafia, única, pessoal...

Remete a quem realmente sou e por vezes reflete minhas tendências literárias, conceitos e personalidade.