O Fim Está Próximo
“Alguns infinitos são maiores que outros”
(LANCASTER, Hazel Grace. A Culpa é das Estrelas. 2014)
Gostamos de rememorar frases que marcaram uma passagem da
vida. Por mais que a gente dê uma mentidinha (calma! Lê novamente a palavra),
lá está ela pairando no subconsciente; pronta para vir à boca quase
automaticamente – igualzinha àquelas músicas chiclete –.
Mas, diferente das músicas que ficam dando loopings por estarmos com a cabeça vazia (é, caros, a ciência que disse. Não eu.
Uma vibe chamada earworm), frases impactantes como a dita pela protagonista
do livro/filme acima, só vêm quando a mente está bem alimentada e faz, no
momento certo, uma conclusão. É apenas quando o conjunto de palavras ali
constantes fazem sentir. E “se faz sentir, faz sentido.”
E, ora! Vejam, só: infinitos
findam. E nos negamos aos fins.
“Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia”. Mas o aperceber-se conta: é o fim. É o fim.
“Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo”. E ao longe, como o topo da montanha que se projeta no horizonte a cada passo que damos, podemos observar o fechamento do ciclo.
Não, não. Não virá “do nada” como uma flechada de Apolo ou Ártemis. Os infinitos têm seu fenecimento, como os carnavais, a partir do momento que aceitamos um novo recomeço. Quando aquele seu eu jaz ainda em seu corpo e, cansado, entende que deve dar espaço para o seu novo eu. Para aquele que começa a tomar forma na base da montanha, ao lado de uma rocha.
“Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia”. Mas o aperceber-se conta: é o fim. É o fim.
“Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo”. E ao longe, como o topo da montanha que se projeta no horizonte a cada passo que damos, podemos observar o fechamento do ciclo.
Na confusão há esclarecimentos; é o sentido no caos |
Não, não. Não virá “do nada” como uma flechada de Apolo ou Ártemis. Os infinitos têm seu fenecimento, como os carnavais, a partir do momento que aceitamos um novo recomeço. Quando aquele seu eu jaz ainda em seu corpo e, cansado, entende que deve dar espaço para o seu novo eu. Para aquele que começa a tomar forma na base da montanha, ao lado de uma rocha.
Não precisa sacar nada de filosofia existencialista para
chegar nesse ponto e temer o próximo passo. Afinal de contas, ainda não
encaramos a morte como algo natural; é estranha à nossa existência e pensar
nela causa um absurdo tão grande que entramos em negação. Ter consciência da
vida nos faz querer com todas as forças o não morrer; a imortalidade.
Não que não tenhamos uma alma imortal, mas entender e aceitar o fato de que podemos, sim, ser tocados pela Dona Morte a qualquer momento, nos faria valorizar ainda mais a nós mesmos. A vida é o que vivemos.
Não que não tenhamos uma alma imortal, mas entender e aceitar o fato de que podemos, sim, ser tocados pela Dona Morte a qualquer momento, nos faria valorizar ainda mais a nós mesmos. A vida é o que vivemos.
Encarar uma mudança, tendo que escolher entre o novo você e o
velho, é aceitar uma perda; e a perda é como uma morte. Já que a vida só acontece para frente, as opções variam em diminuir a velocidade, acentuar curvas, estacar
no lugar e ser arrastado, procurar um novo horizonte sem desafios...
E olha só: depois de ter ciência do infinito que deve terminar todas estas opções parecem negação.
No lugar comum somos apenas quem fomos. No desconhecido nos fazemos quem seremos. Ao medo do desconhecido: “... Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.”
E olha só: depois de ter ciência do infinito que deve terminar todas estas opções parecem negação.
No lugar comum somos apenas quem fomos. No desconhecido nos fazemos quem seremos. Ao medo do desconhecido: “... Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário