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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Era Um Garoto (IX) - O Fim Está Próximo

O Fim Está Próximo


Alguns infinitos são maiores que outros
(LANCASTER, Hazel Grace. A Culpa é das Estrelas. 2014)

Gostamos de rememorar frases que marcaram uma passagem da vida. Por mais que a gente dê uma mentidinha (calma! Lê novamente a palavra), lá está ela pairando no subconsciente; pronta para vir à boca quase automaticamente – igualzinha àquelas músicas chiclete –.

Mas, diferente das músicas que ficam dando loopings por estarmos com a cabeça vazia (é, caros, a ciência que disse. Não eu. Uma vibe chamada earworm), frases impactantes como a dita pela protagonista do livro/filme acima, só vêm quando a mente está bem alimentada e faz, no momento certo, uma conclusão. É apenas quando o conjunto de palavras ali constantes fazem sentir. E “se faz sentir, faz sentido.”

E, ora! Vejam, só: infinitos findam. E nos negamos aos fins. 
“Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia”. Mas o aperceber-se conta: é o fim. É o fim. 
“Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo”. E ao longe, como o topo da montanha que se projeta no horizonte a cada passo que damos, podemos observar o fechamento do ciclo. 


Na confusão há esclarecimentos; é o sentido no caos

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pausas (III) - Quer se redimir? Eu deixo!



Quer o livro...


Sabe aqueles exemplares das Antologias? Podem ser seus!

E não foi lá me ver, né?
Assiste o vídeo aí:




Era Um Garoto (VII) - Realizando


Realizar Sonhos



Lançando o Estilo: Conto Ostentação
Sabem? Costumo dizer que a felicidade é um constante vir a ser. Não tem essa de felizes para sempre. Acho que alguns contos de fadas estragaram nossa visão de como aproveitar bem a vida. 

Na música, A Natureza das Coisas, de Flávio José, um trecho me chama a atenção: Observe quem vai subindo a ladeira. Seja princesa ou seja lavadeira. Pra ir mais alto vai ter que suar.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Crônicas do Frio (30) - A Exaustão

A Exaustão (O Castelo de Cartas) 2/2

Olhos fechados. O mundo pára. Irrompe toda a torrente de desejos e faz pontos do corpo contraírem involuntariamente... Como que sendo acariciados por eletrochoque. O som do notebook caindo no chão os desperta. Marjorie sentada no colo de Henry quase sem regata e camisa. Ele com os botões da camisa estourados e o peito arranhado. Ambos arfam suplicando ao ar mais vida e embebidos em desejo.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Crônicas do Frio (29) - A Combustão


A Combustão (Castelo de Cartas) 1/2

– Ah! Foda-se!

E saiu cicloneando pela casa! Derrubando tudo que via pelo caminho até a porta, rumo à liberdade. Odiava com todas as forças não ter o respeito de um adulto e ao mesmo tempo em que perdia (gradativamente) os privilégios em ser criança. É a maldição da idade. Esvaziou a casa da sua presença e caminhou em passos firmes, apontando o nariz para o horizonte. Não fazia mais sentido o quê de toda a discussão, mas tinha uma convicção: eles não tinham culpa. Estava em combustão. Bem o sabia e deixava o instinto guiar seu corpo até a fonte.

* * *