quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 3) - O Espelho

Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
O Espelho 




Meu mundo é o contrário do seu.
E eu te sigo. Não sei o motivo. Apenas persigo.
Meu universo paralelo só faz sentido 
Se teu olhar, mesmo de relance, encontrar o meu. 


E se finges não me ver, pratico o mesmo ardil.

Mimetizo cada gesto, aprisionado à tua aparição.
Simulo, mas não sinto: dor, calor, amor, frio.

Me registras em fotografias e como um servo o teu riso plagio.

Anseio por águas calmas, vitrines, telas escuras, metais polidos.
Me usas como referência, conferência, preferência.
Devaneio imaginando-me sem ti e o cenário é vazio. 

Não sou tu e tu não és quem sou.
Refletido nos teus olhos penso talvez na libertação.
Logo o limite do espelho acaba e percebo que o sonho cessou.





#PHpoemaday

Crônicas do Frio (Dia 3) - O Labirinto

O Labirinto

Sente a falta de ar
Vem a claustrofobia
A dependência e a prisão
Unidas em um só espaço
Desvia a atenção
Finge que não sabia

Pensa: “como fazer para não me perder?”
Distrai e corre atrás 
Daquilo que satisfaz 
Mas é momento 
É como a vida: passageiro
Dobra a esquina esperando
O para todo o sempre 
O que dure o tempo inteiro

Constata: “ando em ciclos de círculos”

Esbarra na mesma parede
Nos mesmos corredores
No mesmo chão
Nesse perfume: o embaraço
Nesses olhos: a abdução
Nesse abraço: se enlaça na rede
Suspira comovido:

“mais uma vez perdido em ti;
Nesse labirinto sem solução.”



#PHpoemaday

terça-feira, 2 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 2) – O Céu de Hoje



Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
O CÉU de Hoje


Frio...

E que de cinza fosse branco. Neve era o que eu queria.

Vento. E que de brisa fosse ventania. Tornado era o que eu queria.

Garoa. E que de pingos fossem chuva. Tempestade era o que eu queria.

Umidade. E que de promessa fosse névoa. Cerração era o que eu queria.


Mas amo...


Cada cinza de vento,
Cada névoa de umidade,
Cada promessa de garoa,
Cada pingo de frio.



#PHpoemaday

Crônicas do Frio (Dia 2) - A Menina Marina

A Menina Marina



Não conheço nenhuma menina Marina.

Conheço marina.
Conheço menina.

Se Marina eu conhecesse queria que fosse marina.

E que me sorrir fizesse com o caís do seu coração na sua inocência divina.





#‎PHpoemaday‬

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Crônicas do Frio (Dia 1) - Biografia

BIOGRAFIA - Ensaio (Caligrafia)


Minha caligrafia, única, pessoal...

Remete a quem realmente sou e por vezes reflete minhas tendências literárias, conceitos e personalidade.

Crônicas do Frio (Dia 1) – Auto-Retrato



Nota: Esse tema era do desafio do ano anterior (Junho 2014). Me confundi... Fazer o quê? [rs]
AUTO-Retrato

É, mãe. 1º de Junho. Acho a coisa mais clichê do mundo hoje ser uma segunda-feira acinzelada, fazer aquele frio e eu ter passado dois dias inteiros sem dormir. Dias de confissão ao lençol. Confesso, sim: minha vontade de desacelerar só um pouco.

Queria poder ouvir na rádio “... (Do I wanna know?) / If this feeling flows both ways ?/ (Sad to see you go) / Sort of hoping that you'd stay…”,  mas dei um jeito de quebrar o milésimo fone de ouvido. As músicas que eu gosto fazem falta. Principalmente no dia em que resolvo contar algo que vai deixar você pensando que, no mínimo, sou louco.

Descobri que gosto de um cara.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Vinte e Poucos Anos (XLVIII) - ;D

Mais HUMOR...

... POR Favor!


Bom velhinho: Ariano é Herói pra quem quer enfrentar a vida com humor!

Estudando, dei de cara com o Ariano Suassuna. Ô véinho que ensina tanto sobre a vida, sobre filosofia e sobre como não se levar tão a sério (o que eu considero o princípio da sabedoria [rs]). Muitos tiveram o privilégio de vê-lo de perto (já fui em palestra dele – inclusive), mas poucos puderam abraçá-lo (“aula-bate-papo” de poucos minutos em 2011, no teatro de Santa Isabel, Recife – PE, após uma apresentação do Auto da Compadecida) e dar as devidas saudações rubro-negras (Cazá, Cazá, Cazá!!!).

A última vez que o vi falando foi num programa de TV (TV Senado), numa palestra incrível sobre a Filosofia da Arte, na metade do ano passado (2014), onde ele aborda o Cômico como parte da Estética e fala sobre o Belo e vários outros conceitos filosóficos.
O Incrível? Além dele ser uma figuraça e aplicar conceitos filosóficos complexos no cotidiano duma maneira que faz você pensar “nossa, cara!, que fodástico! Tão simples!”! Então.... Desconstruir o conceito de perfeição falando que o cômico, o risível, o feio TAMBÉM é belo – sem precisar ser perfeito.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Vinte e Poucos Anos (XLV) - Vôo da Libertação

Era UM GAROTO...

Que queria voar. 

Ele queria voar... E está conseguindo!
Thank God!

E ironicamente passou a vida inteira morrendo de medo de aviões. Quando eu era criança, acreditava que o meu lençol tinha o poder de me deixar invisível ou invencível – tipo a capa do Harry Potter com um Overpower, sacam? – e sempre que eu ficava no cagote total apavorado, me cobria dos pés à cabeça e respirava o mais suave e devagar possível.

sábado, 7 de março de 2015

Confessions (VI) - (Últimas Confissões Escritas)

PENSEI em começar...

Com um grande texto. Mas no sentido de “Nossa, que texto!” e não pela quantidade de palavras. Aliás, “cheguei a pensar” é quase brincadeira de dizer nessa fase. 
Meus pensamentos se transformam em atitudes rápido demais. E é lógico que eu tenho que aprender a administrar isso. Já que mencionei esta palavrinha...  aí uma coisa difícil de fazer. De verdade! Palmas a quem consegue por toda a casa em ordem e ainda ajudar os tapadinhos da vida a encontrar carteira, chaves de casa, celular e etc (porque, sério!, sempre esqueço onde deixo as coisas).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vinte e Poucos Anos (XXXIX) - Simples vs. Simplório (Minha Síndrome do "Be Yourself")

Parece QUE...
 Pequena Introdução
Quanto mais tenta fugir do assunto, mais ele volta pra você. É incrível! Mas, tipo, de uma forma pejorativa que não condiz com a minha realidade. “Não sou mais um na multidão, sou o um a mais!”. Frase que eu já utilizei pra mostrar que sou um cara diferente e é nesse ponto que eu me sinto um alienígena total.




Vamos ao Lead:

Esta semana, durante o expediente de trabalho, houve um interrogatório baseado no meu sotaque pernambucarioca (que eu acredito não existir). Várias questões foram levantas sobre minhas impressões sobre São Paulo: comida, costumes, cultura. Ao perceber que eu não carrego mais a aliança de compromisso, a gerente (no auge do nada a ver com nada) me indaga sobre o que acho das meninas de Sampa. Minha pronta-resposta foi que até ontem eu namorava e não olhava para os lados. Então, não tinha critérios para julgar. Um colega ao ouvir insistiu: “agora que você não namora, o que você acha?”. Nem pondero a réplica: “De verdade? Não é prioridade pra mim. Meu foco é em algo relevante no momento. Nem olho, cara.”.

Sabem o que aconteceu? Todos riram! Mas riram copiosamente. Lógico que me deixou impressionado, mas não era pra deixar. Quantas vezes a atitude da maioria é... Escarnecer com quem não obedece a uma predeterminação social.