sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Era Um Garoto (VII) - Realizando


Realizar Sonhos



Lançando o Estilo: Conto Ostentação
Sabem? Costumo dizer que a felicidade é um constante vir a ser. Não tem essa de felizes para sempre. Acho que alguns contos de fadas estragaram nossa visão de como aproveitar bem a vida. 

Na música, A Natureza das Coisas, de Flávio José, um trecho me chama a atenção: Observe quem vai subindo a ladeira. Seja princesa ou seja lavadeira. Pra ir mais alto vai ter que suar.

Era Um Garoto (VI) - Lealdade versus Fidelidade

Provoque o Leal





Lealdade é a capacidade de cuidar mesmo não estando presente.


Me veio esse pequeno desafio nos diálogos da vida (com um amigo que já deu um tapa na minha [cara no sentido figurado]). Talvez duas palavras tenham surgido como sinônimas no nosso vocabulário: Lealdade e Fidelidade. Mas, parou realmente para pensar se elas retratam a mesma importância? O que faz uma pessoa ser leal? O que a faz fiel?

Crônicas do Frio II (04) - A Metonímia

Identidade

Quem sou eu? Me perdoe a retórica, mas quem é você?

Já fui título, titular e ex 
Já fui óculos, poesia e freguês 
All Star, apoio e, se pensar, suave-encosto... 
Lugar, ideia, ninguém 
Melhor beijo do mundo, sexo da vida e, quiçá, o pior de alguém


Mas eu, quem sou? E você, já se ousou?

Me vi ser Garotos II e Os Outros, com traços de O Vencedor 
Transformado no que estudo, pesquiso e até meu trabalho 
Contos, livro e até ato falho 
Já fui meus olhos, minha boca, meu sorriso, meu humor
e meu senso (seja ele qual for)...

Já fui nome e o meu nome já foi...
Mas hoje:

— "Ô, entrega! O 60602[...] está aqui." - o uniforme autômato me anuncia.

[avalia documento trazido a hipotermia]

— "Bem vindo de volta a sociedade, amigo.".

— "Obrigado... Eu acho." - é só o que digo.



#PHpoemaday

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (03) - O Plural Majestático

O Plural Majestático



Quando nascemos somos programados. É a gente para não ser nós, porque nós é laço e laço é desencorajado. Explodamos toda a gente, Baader Meinhof ruge. O meu estado é independente, Baader Meinhof blues.

Se amem, disse o Russo nada russo, porque sois muitos. Em mim amém, disse o santo nada Cristo, porque sois ímpios.

Quando crescemos só comemos lixo. É sós para não ser só, porque só traz exaltação e rebela e retaliação foge ao eixo.

Façamos o homem: o Pai espera a semelhança. A fé é o que destrói: um filho destitui a esperança. Sou um grão de areia, disse Legião porque era muitos. Somos avó, disse a majestade porque eram um só.



#PHpoemaday


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (02) - A Apatia


A Apatia



Me toma. Me tome. Tomba-me.
Me leva. Me leve. Eleve-me.
Me rasga. Me rasgue. Arraste-me.
Me sangra. Me sangre. Ensandeça-me.
Me alegra. Me alegre. Agregue-me.
Me soca. Me soque. Enforque-me.
Me fira. Me fere. Enfureça-me.
Me beba. Me bebe. Embriague-me.
Me prova. Me prove. Despudore-me.
Me aqueça. Me aquece. Esqueça-me...

Vai...

Pois, o posto é fugaz e sem sentido
Já que o corpo é copo e de nada invadido
Esvaído de tudo resta o flerte ao que viveria
Não estivesse afogando em transbordada apatia

Vai.


#PHpoemaday

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Crônicas do Frio II (01) - O Pronome

O Pronome


Pensei no quanto significava; arfava.
Venceu.
Vem, seu.

Tentei num quarto que assombrava; maldava.
Verteu.
Ver, teu.


A querer tanto, faço o rancor pelas veias vazias - transbordar caos e agonia.
Aquiescer pranto, traço o furor em teia e fantasia - transportar fausta magia.

É por posse que troco teu nome por ser.
Minha.
Por um nome que caiba em tua boca por ser.
Seu.



#PHpoemaday

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pausas (II) - Reviravoltas (e ainda é Agosto)

PAUSAS

Um Break para mudar de tema (novamente!)
Adivinham? Meu orientador do TCC não curtiu meu tema. É. Disse que estava muito abrangente e que eu não conseguiria tecer em 6 semanas um livro com uma abertura tão grande.
C$%#@!
Então pela terceira vez, mudo! E a vida é assim. Só que dessa vez me levantei muito mais rápido pra falar de algo muito atual. Whatsapp! [hehe]

E com certeza que agora vai dar certo, já mando o prólogo (aqui um pouquinho modificado) pensando que "agora vaaaai!"

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pausas (I) - Agostando


Pausas

É contínuo? Não. É intermitente

Traço a meta e simplesmente sigo em fren... Mentira. Quer um trecho de música que combina muito comigo (e talvez com você que lê, também)? ♪“É sempre assim. Me distraio, me distraio. Me distraio facilmente: ‘Olha lá o avião’”♫.

Estando eu focado, também vivo o mundo ao redor (meu querer tem sede de tudo e deseja absorver o máximo possível do que parece ser bom). Mas não foi sempre assim. Como também, talvez não fosse assim com você – que com os olhos, desliza e salta de palavra em palavra (e até há uma leve chance de que ouça minha voz nelas) –.

Hoje, há mais calor, aroma e sabor nas cores. A vida, que eu acreditava ser entupida de monotonia, era enquadrada pela armação dos óculos de senhores sabe-tudo. Preto e branco. À minha miopia metafórica (porque a física só me dá um pouco mais de constrangimento, contratempo e – às vezes – charme), o mundo não existiria sem mim. Filosoficamente, talvez estivesse correto, mas a questão é que não sabia nada – e muito pouco sobre eu mesmo.

sábado, 8 de agosto de 2015

Era Um Garoto (IV) - Filosofando (Des)controle

O Controle vs Descontrole

(DES)CONtrole...

Pensar na questão me faz ter dores de cabeça. Controlar é algo difícil. É sim! Fazemos planos e acertamos as metas. Tudo ôuquêi. Desvencilhamo-nos de vícios, daquilo que nos prende, fazemos sacrifícios; vamos nos fechando para o prazer do sentir – ora! O sentir é o aqui e agora –. E tomamos estas decisões pensando no futuro. Seja ele certo, seja ele obscuro. O que for. Afinal, é nesse ponto que o controle me dá as enxaquecas morais. Como queria meu senso crítico acreditá-las assim como parecem; triviais. Não são.

Saiu da mão e puft, acabou a ilusão do controle. Aliás, mera ilusão, pois mesmo em posse ninguém pode garantir que é pleno o governo sobre. Geralmente este poder permanece sob. Li em algum lugar que é atraente o homem que mantem-se dono de suas emoções e não as deixam dominá-lo. Concordo que é ridículo alguém que transforma um versículo em um dramalhão mexicano. Discordo que homens e mulheres precisem negar os sentimentos e as sensações por parecer leviano. Ou talvez, neste momento, eu cometa um ledo engano por simplesmente não ter entendido o propósito da vida plenamente.

Temer o desconhecido é natural ao ser humano
O medo do desconhecido talvez explique o pavor ao descontrole e a aversão ao caos natural


Aí, provoca o pensamento: Como por na balança uma dicotomia de radical igual (antonimado por um prefixozinho sem-vergonha)? Como equilibrar e ponderar? Porque descontrole só é bem aceito, por exemplo, num relacionamento, quando a moeda de troca é também se descontrolar. Não há essa coisa de controle. Há a experiência de viver e entender que podemos amenizar os dessabores, mas tentar podar os riscos em qualquer prova limita também os sabores. É recolher a língua ao provar algo quente temendo, no calor, as dores. Só que pode ser algo delicioso, único e inexplicável. Inexperimentável a não ser por esse sentido.

Quando nada se encaixa do jeito que queriamos... Piramos.
Nós (pessoas) e nossa mania em querer que tudo se encaixe

Pois é... É vivendo, mesmo. Não andando a esmo ou nos ermos. Penso nesse ponto quando o [crtl]+ algo vem à minha mão. Mas, espero pelas consequências insaciáveis da vida – afinal, alguém pode desistir de sugar dela, mas ela nunca desiste de consumir quem se movimenta   (ou mesmo quem apenas espera).


Caos é o que não podemos controlar

terça-feira, 30 de junho de 2015

Crônicas do Frio (30) - A Exaustão

A Exaustão (O Castelo de Cartas) 2/2

Olhos fechados. O mundo pára. Irrompe toda a torrente de desejos e faz pontos do corpo contraírem involuntariamente... Como que sendo acariciados por eletrochoque. O som do notebook caindo no chão os desperta. Marjorie sentada no colo de Henry quase sem regata e camisa. Ele com os botões da camisa estourados e o peito arranhado. Ambos arfam suplicando ao ar mais vida e embebidos em desejo.